Com prisão pedida, Paulo Maluf se entrega à PF em São Paulo

O deputado Paulo Maluf foi condenado a uma pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias por lavagem de dinheiro e teve sua prisão pedida.

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O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) chegou às 8h55m desta quarta-feira (20)para se entregar à Polícia Federal em São Paulo. O parlamentar chegou com uma mala de roupa. Ex-prefeito de São Paulo (1993-1996), Maluf foi condenado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal a uma pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias pelo crime de lavagem de dinheiro.

A confirmação de que o parlamentar iria se apresentar à PF foi revelada ao Jornal O Globo.

A informação foi revelada pelo advogado do parlamentar, Ricardo Tosto. O advogado chegou à mansão de Maluf, no bairro dos Jardins, às 7h59, para acompanhá-lo à sede da PF. O deputado deixou sua casa às 8h22. “Ele vai se entregar. Vim aqui para isso”, disse Tosto.
Nesta terça-feira (19), o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início da execução de pena do parlamentar, condenado em maio a sete anos, nove meses e dez dias de prisão, por lavagem de dinheiro.

A defesa do deputado recorreu da decisão ao STF

Mas o recurso foi rejeitado pelo ministro Fachin, que determinou que o início da pena será cumprido em regime fechado, além da perda do mandato de parlamentar.

De acordo com a sentença, Maluf desviou recursos das verbas para a construção da Avenida Águas Espraiadas, em São Paulo, quando ele foi prefeito da cidade (1993-1996). O prejuízo aos cofres públicos teria sido de aproximadamente US$ 1 bilhão.

Fachin rejeita recurso e determina que Paulo Maluf comece a cumprir pena

Maluf foi condenado a mais de 7 anos de prisão, acusado pelo Ministério Público Federal de usar contas no exterior para lavar dinheiro desviado da Prefeitura de São Paulo quando foi prefeito, entre 1993 e 1996.

De acordo com a denúncia, uma das fontes do dinheiro desviado ao exterior por Maluf seria a obra de construção da Avenida Água Espraiada, atual Avenida Jornalista Roberto Marinho.

Deputado foi condenado em maio por lavagem de dinheiro. Ministro rejeitou recurso da defesa. Decisão prevê pena em regime fechado. Defesa diz que recorrerá à presidência do Supremo.

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